domingo, 22 de janeiro de 2012

A barbárie



A BARBÁRIE

Clóvis Campêlo

Quando fugiu a barbárie
das ruas estreitas do gueto,
expondo da vida a cárie,
cantando a morte em dueto,

com a fúria de cão sem dono
quando descobre o abandono,

qual sinistra procissão
sem benção ou extrema-unção,
sem chance de algum perdão,

devolveu ao mundo fausto
as dores do holocausto!

Recife, 1991

3 comentários:

Anônimo disse...

Tanto o texto como a ilustração estão realmente excelentes.
PAULO.

Carmo Vasconcelos disse...

Belíssimo Poema, Poeta Clóvis Campêlo!
Minha admiração com carinho

Pedro Du Bois disse...

Não só a pertinência do texto, como a ilustração e, mais, o sentido estético do poema. Parabéns, amigo Clóvis. Abraços.