segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quando os números não nos favorecem



QUANDO OS NÚMEROS NÃO NOS FAVORECEM

Clóvis Campêlo

No futebol, a derrota sempre é uma coisa ruim. Ainda mais quando acontece contra um adversário ferrenho e tradicional.
Assim, a derrota do Santa Cruz, ontem, na Ilha do Retiro, contra o Sport, se não significou muita coisa em termos de decisão do Estadual 2012, serviu para aumentar ainda mais a larga vantagem que o clube rubro-negro mantém nas estatísticas sobre Náutico e Santa.
Além do mais, quebrou a magnífica sequência de oito vitórias que o Santinha vinha sustentando ao longo dessa fase e que serviu para catapultar a sua ascensão na tabela de classificação.
Mas, assim como a derrota vergonhosa na Copa do Brasil, para o Penarol amazonense nos serviu de motivo para a reabilitação, esperamos que a derrota de ontem por 2x1 para o time da Ilha, quando jogamos desfalcados, sirva de alerta e para uma postura mais aguerrida e eficiente nossa no quadrangular final.
E se alguém pensa que o Salgueiro, o terceiro colocado que disputará as semifinais contra nós, será um time fácil, está enganado. Pelas estatísticas, o time sertanejo disputou 18 pontos contra o chamado trio de ferro do futebol pernambucano, na fase inicial do certame, e ganhou 13, com um aproveitamento altissímo de 72,2%. Por sinal, nessa fase, a única derrota salgueirense ocorreu justamente contra o Santa Cruz, no Estádio do Arruda. No mais, venceu o Náutico duas vezes, dentro e fora de casa, e derrotou o Sport em casa para empatar no jogo da volta, na Ilha do Retiro. É uma equipe perigosa e coesa, faltando-lhe, porém, tradição e torcida.
Mais modesto nas suas estatísticas contra os grandes, o Santinha disputou os mesmos 18 pontos, ganhando apenas sete, com aproveitamento de apenas 38,9%. Foram duas vitórias (Salgueiro e Náutico), um empate (Náutico) e três derrotas (Sport, duas vezes, e Salgueiro). Pelas estatísticas, portanto, devemos nos preocupar.
Por seu lado, dos dezoito pontos disputados contra os finalistas, o Sport ganhou 11, com aproveitamento de 61,1%, com o segundo melhor desempenho. Por seu lado, o Náutico, com apenas dois empates e quatro derrotas, arrebatou apenas dois pontos dos 18 disputados contra os outros finalistas, com um desempenho fraquíssimo de apenas 11,1%, contando ainda com o agravante da queda de produção nas rodadas finais da fase inicial.
Pelos números apurados, portanto, disponta um favoritismo para o Salgueiro e o Sport. Mas, como quem morre de véspera é o peru e os números servem apenas como um retrato de momentos vividos e já consolidados, será dentro de campo, onze contra onze, que as decisões ocorrerão.
E nesse momento, o que valerá será a capacidade de cada um se impor com competência, seriedade e, acima de tudo, espírito de luta.


Escrito após o jogo Sport 2x1 Santa Cruz, em 15/4/2012, na Ilha do Retiro.

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