segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A antítese



A ANTÍTESE

Clóvis Campêlo

Queria a revolução,
toda a mudança possível,
toda a certeza do não,
queria todo o não crível:

sabia que em pleno avesso
haveria um recomeço.

Não contava, no entanto,
que para toda alegria
haveria o mesmo pranto,

que todo não era um sim,
e todo começo, um fim.

Recife, 2007


2 comentários:

Angélica Teresa Almstadter disse...

Muito bem feito esse poema, gostei muito!

Luzilá Gonçalves Ferreira disse...

Nem sempre para toda alegria há um pranto. Há, as vezes, uma atmosfera cinzenta, o que talvez seja pior. Mas o poema é ótimo, merci,.-Abraço