sábado, 2 de fevereiro de 2013

Nas voltas do carrossel, perder o medo do mundo


O Carrossel, Mark Gertle

NAS VOLTAS DO CARROSSEL, PERDER O MEDO MUNDO

Clóvis Campêlo

Entrar nesse desafio,
enfrentar cobra criada,
curtir da navalha o fio,
domar verso em disparada;

sentir frio na espinha,
adrenalina profunda,
e feito galo na rinha
sentir que o sangue inunda

o rosto frio do poeta.
Colocar ponto na rima,
numa abordagem completa;
nessa mudança de clima,

subir do inferno ao céu,
viver tudo num segundo,
nas voltas do carrossel
perder o medo do mundo.

Recife, 2008

6 comentários:

Urariano Mota disse...

Do poeta, pesquisador e fotógrafo Clóvis Campêlo.
Neste poema, Clóvis paga o pedágio de pertencer a uma terra fértil de bons poetas.
Paga e se integra.
Abraço

gracarlilas disse...

"perder o medo do mundo" girando a roda do tempo, fazendo de conta , deixando as pontas dos dedos nas palavras... Oficio do poeta, este ser multiplicado. Abraços poéticos.

Rosa Pena disse...

"domar verso em disparada;"... seu lirismo dispara de forma espetacular em mais um poema!
Genial meu querido do principio ao fim
beijos
Rosa Pena

Anônimo disse...

Viajando na garupa do poema...

Vamos alazão e mostra tua coragem e força com rima e beleza!

Beijos, querido Clóvis!

Eliane Triska

Angélica Almstadter disse...

Parabéns! Bom demais voltar a ler-te!
beijo

Wagner Ortiz disse...

Muito bom! Beleza musical nos versos, combina com as voltas do carrossel. Belíssima poesia!