quarta-feira, 10 de julho de 2013

É duro ser estátua!


É DURO SER ESTÁTUA!
Fotografia de Clóvis Campêlo
Salvador, 2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sérgio Mamberti


SÉRGIO MAMBERTI
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1995

sábado, 6 de julho de 2013

A felicidade é uma droga?


Fotografia de Clóvis Campêlo/1991

A FELICIDADE É UMA DROGA?

Clóvis Campêlo

Vivemos enclausurados dentro de nós mesmos, buscando de forma compulsiva a felicidade. Mas, afinal, o que seria a felicidade?
Poetas, seresteiros e namorados, já a tentaram definir sem sucesso.
Agora, chega a ciência e decreta que para sermos felizes precisamos ter produzidas, dentro de nós, estranhas substâncias, aminoácidos transformadores e de nomes esquisitos: endorfina, noradrenalina, serotonina, e por aí vai.
Então, a felicidade seria uma droga e dependeria da nossa capacidade de produzi-la ou não?
Estranho isso. Principalmente porque não teremos mais a quem culpar por nossas agonias. Somos, a partir de agora, os responsáveis pela nossa própria incapacidade de sermos felizes e ajustados.
Mais uma vez, poetas, seresteiros, namorados, correi!
É chegada a hora de escrever e cantar talvez a derradeira visão da felicidade como uma pluma que flutua pelo ar.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Cláudio Moura, barbeiro e boêmio




CLÁUDIO MOURA, BARBEIRO E BOÊMIO

Clóvis Campêlo

No bairro, ele é mais conhecido como Paulinho da Viola, não só pela aparência física com o compositor carioca quando era mais novo, mas também tocar violão e gostar da boêmia.
Torcedor do Santa Cruz e na profissão de barbeiro, mantém desde 1976 a sua barbearia na Rua Lupércio, no bairro da Brasília Teimosa, no Recife.
O bairro, surgido no começo dos anos 60 por uma ocupação de terra numa área de mangue aterrada pela dragagem do Rio Pina, teve o seu nome criado em homenagem à nova capital federal que também estava sendo construída na época. Numa área que deveria ser de preservação ecológica, a população carente construía os barracos à noite e, de dia, eles eram derrubados pela polícia. A insistência do povo deu nome à invasão e fez com que o Recife ganhasse uma nova favela, hoje um bairro de classe média cobiçadíssimo pela especulação imobiliária por conta da sua localização nu istmo entre o rio e o mar. A ligação de Cláudio Moura com o bairro remonta a essa época.
Além de barbeiro e boêmio, Moura também tem em seu currículo a criação do bloco Boêmios do Samba, encerrado precocemente por conta de uma briga generalizada ocorrida na praia do Buraco da Velha. Como todo bloco pernambucano que se preza, o Boêmios do Samba também tinha o seu boneco gigante, tradição do carnaval de Olinda estendida a outras cidades pernambucanas. O carregador do boneco era Silvano, homem brincalhão mas sério e que não topava desacatos. No último carnaval em que o bloco saiu, resolveram cutucar Silvano nas partes baixas. Ele não gostou, despiu-se do boneco e o tempo fechou no tapa.
Depois dessa confusão, Cláudio Moura não quis mais saber de botar o bloco na rua...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O campeão voltou


O CAMPEÃO VOLTOU

Clóvis Campêlo

Quando o estádio do Maracanã foi inaugurado em 1950 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, para a Copa do Mundo do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 2 milhões e 300 mil habitantes.
No jogo final, quando o Brasil foi derrota pelo Uruguai por 2 x 1, havia no estádio mais de 200 mil pessoas. Ou seja, dez por cento da população da cidade estava no estádio vendo a derrota brasileira.
Hoje, um projeto dessa natureza seria condenado e considerado megalomaníaco, haja vista a discussão existente sobre a necessidade, ou não, da construção da Arena Brasília. O Maracanã, no entanto, ao longo do tempo, estabeleceu-se como um dos templos do futebol mundial.
E ontem, devidamente reformado e com a sua capacidade reduzida por questão de segurança e conforto, de acordo com os padrões da FIFA, foi palco da decisão memorável da Copa das Confederações, onde a seleção brasileira derrotou por 3 x 0 a seleção espanhola de futebol, fechando com maestria uma conquista de início desacreditada e deixando definitivamente no âmago da torcida brasileira a satisfação de ganhar uma competição criticada e combatida por conta dos gastos necessários para a montagem da sua infra-estrutura.
A conquista também frustrou a alma dos que torciam contra a seleção brasileira por achar equivocadamente que o seu sucesso amenizaria o desgaste sofrido pelo Governo Federal por conta das manifestações ocorridas nacionalmente no mês de junho passado.
A vitória, porém, veio e resgatou a credibilidade internacional do nosso futebol. Depois de uma campanha brilhante, onde vencemos as seleções do Japão (3 x 0), México (2 x 0), Itália (4 x 2) e do Uruguai (2 x 1), chegamos à final da competição onde derrotamos nada mais nada menos do que o atual campeão mundial, uma seleção que nos últimos três anos não perdia para ninguém em jogos oficiais.
Sob o olhar apaixonado de 73.531 torcedores, demos um nó tático e técnico na equipe ibérica, impondo o nosso esquema de jogo e dominando completamente a partida. É bem verdade que o primeiro gol de Fred, logo aos 2 minutos de jogo, quebrou um pouco a altivez espanhola e os obrigou a modificar sua postura dentro de campo. No entanto, o gol de Neymar no finalzinho do primeiro tempo, liquidou de vez com as pretensões espanholas de uma virada no placar. Na etapa final, mais uma vez Fred, depois de um belo corta-luz de Neymar, definiu os números do placar e consolidou a nossa vitória.
Entre os jogadores, além de Fred e Neymar, artilheiros do jogo e da competição, destacaria a atuação do zagueiro David Luiz, um gigante em campo, responsável pelo lançamento do primeiro gol e por cortar, debaixo da nossa baliza, um chute de Mata, quando o goleiro Júlio César já estava batido.
Ao final do jogo, toda a torcida cantava em uníssono, e com toda a razão, que o campeão havia voltado.

domingo, 30 de junho de 2013

Procissão marítima de São Pedro











PROCISSÃO MARÍTIMA DE SÃO PEDRO
Fotografias de Clóvis Campêlo
Recife, junho 2013

sábado, 29 de junho de 2013

Mamulengueiros




MAMULENGUEIROS
Fotografias de Clóvis Campêlo
Brejo da Madre de Deus, 1991

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Maracatus




MARACATUS
Fotografias de Clóvis Campêlo
Recife, 1997

Movimento


MOVIMENTO

Clóvis Campêlo

O vento levou-me as palavras
que mais pareciam sólidas.
Em troca, ofereceu-me
a areia do deserto,
o silêncio da noite,
o perfume do amor perdido.
Refutei-os, lívido:
a vida sempre me parecera muito
mais do que isso.
Mas meus olhos também foram
inventados.
Definitivamente calmo,
restou-me apenas apreciar
o movimento dos barcos
no cais.

Recife, 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O bêbado do beco


O BÊBADO DO BECO

Clóvis Campêlo

Já que estão por aqui aparecendo diversas figuras estranhas, resolvi falar sobre o bêbado do beco.
De início, na realidade, devo dizer que nunca o ví. Apenas o escuto gritar ensandecido, em pleno delírio alcoólico, palavras que nem sempre devem ser desprezadas.
Confesso que numa noite (é sempre à noite que a sua voz aparece), quando eu já estava entrando naquela região estranha que antecipa o sono profundo, ouvi-o gritar indignado, entre outras palavras de ordem, que o povo unido jamais seria vencido.
Talvez todos achem que esse é um dito normal, dezenas de vezes escutado em passeatas de sindicatos, comícios revolucionários ou na voz de políticos inescrupulosos, em gritos amplificados pelos insuportáveis carros de som que invadem a cidade em épocas eleitoreiras.
Mas, àquela hora da noite, quando o silêncio já se prenunciava e quando muito apenas escutávamos o triste choro das atrizes da novela das nove horas, aquele grito soava deslocado e incompleto aos meus ouvidos.
Num ato impensado, pulei da rede e corri para o beco na esperança de ainda vê-lo gritando em voz alta outras palavras de ordem ou mesmo os palavrões cabeludos que também fazem parte do seu jargão inconfundível. Desci as escada em grande correria (não dava para esperar o elevador), pulando os batentes como um cabrito novo que descobre a planície pela primeira vez e entrei no beco escuro, ansioso. Para minha surpresa, ali encontrei apenas um cachorro vira-lata vadio, roendo uma canela de galinha roubada de alguma lata de lixo, em atitude de grande felicidade. Nenhum sinal do bêbado alucinado ou da sua voz de deus nórdico. Perguntei aos transeuntes que por ali ainda se arriscavam se alguém havia visto ou escutado aquela voz de trovão que se pronunciava em nome de uma possível unidade popular. Olharam-me como se eu estivesse louco.
Desisti e voltei à minha rede no terraço. Lá, fiquei a matutar as minhas dúvidas e alimentando a vontade de conhecer o dono daquela voz misteriosa e bêbada.
Um dia, quem sabe, mesmo que seja em sonho, ainda o encontro de bobeira no beco.
Então, poderei dizer-lhe o quanto o admiro e o quanto concordo com as suas palavras insensatas de bêbado.


Recife, 2008

terça-feira, 25 de junho de 2013

Cais do Porto


CAIS DO PORTO
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1995

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Praça da Sé


PRAÇA DA SÉ
Fotografia de Clóvis Campêlo
Salvador, 2013

domingo, 23 de junho de 2013

Debaixo dos caracois dos teus cabelos


Fotografia de Clóvis Campêlo/1992

DEBAIXO DOS CARACOIS DOS TEUS CABELOS

Clóvis Campêlo

Durante muito tempo relutara em contar-lhe aquele segredo.
Será que ela o entenderia?
Agora tinha a certeza de que só havia uma maneira de saber: iria contar-lhe o que durante tanto tempo guardara à sete chaves.
Pelo pouco que já havia visto, sabia que aquela não era necessariamente a sua opção.
Fazer o que? Pensava assim e assim seria.
Afinal, quando a gente quer seduzir o outro procura fazer o que o outro gosta, não é mesmo?
Só restava, portanto, contar-lhe o segredo.
Lembrava que a coisa começara há muito tempo ao ver aquela fotografia em uma revista masculina. Até então nunca atentara para o detalhe.
Desde aquele dia ficara impressionado com a imagem.
É bem verdade que nem todas eram assim, fartas, imensas, repletas, atraentes, densas, cabeludas.
De início verificara a beleza daqueles olhos grandes e sensuais (ela era linda!).
Depois verificara que todo o corpo era proporcional e belo, uma obra-prima da natureza.
Existiria algo melhor do que aquilo? Duvidava!
Depois, seus olhos (os do observador, não os da coisa observada) fixaram-se naquele ponto imutável. Por trás da densidade, com certeza, escondia-se todo o resto.
Pois bem, desde o dia em que vira aquela fotografia descobrira que gostava de bucetas cabeludas.



Recife, 2008

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O pescador


O PESCADOR
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1994

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Escadas


ESCADAS
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1991

- Postagem revisada em 29/01/2018

domingo, 16 de junho de 2013

Frevo, por favor, qual é a tua?


Blocos Cordas e Retalhos
Fotografia de Clóvis Campêlo/2008

FREVO, POR FAVOR, QUAL É A TUA?

Clóvis Campêlo

Qual é a do frevo hoje?
Existe na música popular pernambucana atual vigor suficiente para enfrentar uma disputa de mercado?
Se existe, em que momento se deu essa transformação?
E até onde o frevo se situa dentro dessa metamorfose?
Caetano Veloso, em 1973, na sua fase pós-tropicalista, quando elogiava os lábios carnudos de Mick Jagger e usava bustiê, chegou a afirmar que o "novo" na MPB era o som do Quinteto Violado.
Para nós, tal afirmativa trazia, por parte do compositor baiano, o reconhecimento de que a música popular pernambucana adquiria, afinal, a maturidade necessária para incorporar, sem desprezar as suas raízes, elementos cosmopolitas que lhe permitiriam ocupar um lugar de destaque no disputadíssimo mercado nacional.
É bem verdade que depois de um primeiro disco antológico, o Quinteto Violado optou cada vez mais por um regionalismo repetitivo e estilizado (mais uma vez a indevida apropriação cultural da burguesia?), deixando de lado a fusão dos elementos locais e universais. Como consequência, regrediu e "crepusculou".
Essa fusão voltaria a se repetir com mais vigor ainda, na década de 1970, no trabalho de Alceu Valença, projetando-o nacional e internacionalmente e fazendo com que a sua música pudesse ser entendida tanto em Paris quanto em Santa Cruz do Capibaribe.
Hoje, quando o Velho Quiabo já demonstra sinais de esgotamento e exaustão da fórmula, tal fusão volta a se manifestar nos trabalhos do movimento mangue. Não é à toa, pois, que os mangueboys já ocupem determinados e cobiçados espaços.
No que diz respeito ao frevo, as reflexões e afirmativas acima poderão nos dar o tom e o ritmo (dançamos de acordo com a música?) adequados para que se estabeleça e fundamente uma discussão que extrapole o tolo sentimento bairrista (qual é a cor do som local?).
Se traçarmos uma linha que evolua da música folclórica, passando pela música popular, até chegarmos à música de consumo, vamos observar claramente que o frevo (que só ocupa um espaço na mídia durante o período carnavalesco) tem um pé na música folclórica e o outro na música popular. A chamada música baiana (que toca e tem mercado o ano inteiro) situa-se com um pé na música popular e o outro (sem nenhum constrangimento) na música de consumo.
Observamos, portanto, que a verdadeira questão extrapola o puro regionalismo para cair num problema mais amplo que é o "conflito" entre cultura popular e cultura de massa.
Cada vez mais, as populações dos grandes centros urbanos despem-se da sua herança cultural e afastam-se dos hábitos pragmáticos que orientavam a vida dos seus ancestrais e assumem "novos" valores, mais condizentes com as circunstâncias atuais.
Com o nosso povo e com a nossa cultura não é diferente.
Assim, é necessário que o frevo mude e se transforme porque a comunidade com a qual ele se identifica e na qual ele floresceu sob determinadas condições sociológicas, históricas e geográficas vem sofrendo um processo de transformação e assimilando valores menos provincianos e mais universais. Se mudou o retrato psicológico dessa gente, é necessário que o frevo, enquanto reflexo disso, também se altere sob o risco de caracterizar-se como uma peça de museu pura e inútil.
Afinal, a vida é feita de evoluções e mudanças.
Maestro, por favor, toque aquela Evocação!

Recife, 1994

sábado, 15 de junho de 2013

Igreja de Nossa Senhora do Montesserat


IGREJA DE NOSSA SENHORA DO MONTESSERRAT
Fotografia de Clóvis Campêlo
Salvador, 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Violeiros de Olinda


VIOLEIROS DE OLINDA
Fotografia de Clóvis Campêlo
Olinda, 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fim de tarde


FIM DE TARDE
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

O Farol da Barra


O FAROL DA BARRA
Fotografia de Clóvis Campêlo
Salvador, 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Meia lua inteira


MEIA LUA INTEIRA
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1993

domingo, 9 de junho de 2013

O Farol de Itapuã


O FAROL DE ITAPUÃ
Fotografia de Clóvis Campêlo
Salvador, Bahia, 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Beira-mar


BEIRA-MAR
Praia de Stela Maris
Fotografia de Clóvis Campêlo
Salvador, Bahia, 2013

domingo, 2 de junho de 2013

Maracatu Nação Pernambuco


MARACATU NAÇÃO PERNAMBUCO
Fotografia de Clóvis Campêlo
Olinda, Pernambuco, 1994

sábado, 1 de junho de 2013

Vendedora de caranguejos

 

VENDEDORA DE CARANGUEJOS
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1993

Igreja da Santa Cruz






IGREJA DA SANTA CRUZ
Recife, 2013
Fotografias de Clóvis Campêlo

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Taís


TAÍS
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 1993

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A nau catarineta


A NAU CATARINETA
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, 2001

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O diálogo



O DIÁLOGO
Fotografias de Clóvis Campêlo
Recife, Pernambuco, 2002

terça-feira, 28 de maio de 2013

Menino lavando louças


MENINO LAVANDO LOUÇAS
Fotografia de Clóvis Campêlo
Bonito, Pernambuco, 1995