quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Conceição Pazzola


CONCEIÇÃO PAZZOLA

Entrevista com a escritora e poetisa Conceição Pazzola, integrante do grupo virtual Poetas Independentes. Olinda, 19/9/2009 (Clóvis Campêlo).

Navegar é preciso...


NAVEGAR É PRECISO...
São Luís/MA, fev/2014
Fotografia de Clóvis Campêlo


O Rio Capibaribe


Fotografia de Clóvis Campêlo/2003

O RIO CAPIBARIBE

Clóvis Campêlo


O Rio Capibaribe tem a sua nascente situada na Serra do Jacarará, entre as cidades de Poção e Jataúba.
Seu nome deriva da língua tupi e significa rio das capivaras ou dos porcos selvagens.
Com 240 quilômetros de extensão em todo o estado de Pernambuco, seu curso é dividido em três partes: o alto; o médio, onde o rio é cheio sazonalmente, e o baixo, onde se torna perene.
Possui cerca de 74 afluentes e banha 42 cidades do agreste ao litoral, entre elas Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Salgadinho, Limoeiro, Paudalho, São Lourenço da Mata e o Recife.
Sua bacia hidrográfica tem 7.716 km quadrados, dos quais 108 km quadrados na área do Recife.
No Recife, atravessa os bairros da Várzea, Caxangá, Apipucos, Monteiro, Poço da Panela, Santana, Casa Forte, Torre, Capunga, Derby, Madalena, Ilha do Leite e Coelhos.
Faz confluência com o rio Beberibe atrás do Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio. Seu braço sul passa pelo bairro dos Afogados, juntando-se ao rio Tejipió.
Ao longo do rio estão situadas 17 das 33 Zonas Especiais do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEPH) do Recife.
Ao longo do Capibaribe também existem 5 Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), destacando-se o Coque, com 76,30 hectares e 20 mil pessoas, e os Coelhos, com 25,10 hectares e 6,8 mil pessoas (dados de 2000).
O rio ainda dá nome ao Clube Náutico Capibaribe, que nasceu em 1901, nas suas margens, como um clube de remo.
A sua foz fica no Recife.


Recife, 2008

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O Urso Preto da Macaxeira






O URSO PRETO DA MACAXEIRA
Recife, carnaval 2014
Fotografias de Clóvis Campêlo

Na baía de São Marcos


NA BAÍA DE SÃO MARCOS
São Luís/MA, fevereiro/2014
Fotografia de Clóvis Campêlo


O primeiro gol no Arruda depois da inauguração


Cena do jogo: Abel corta a bola, enquanto Ramon oberva

O PRIMEIRO GOL NO ARRUDA DEPOIS DA INAUGURAÇÃO

Clóvis Campêlo

Em 1969, numa melhor de três contra o Sport, o Santa Cruz conquistou o seu primeiro título estadual no Estádio do Arruda.
Essa foi uma conquista emblemática, pois, até então, só tínhamos conquistado 13 títulos estaduais nos 55 anos de existência do clube.
Depois daquele grande final, ao longo dos últimos 40 anos, foram muitas outras conquistas, entre estaduais e campeonatos brasileiros, o que serviu para demonstrar que a construção do nosso estádio foi um divisor de águas na história do Mais Querido.
Assim sendo, antes do jogo do Santa Cruz contra Seleção Olímpica do Brasil, no dia 7 de junho de 1972, muitos gols foram marcados no Colosso, com o estádio ainda em construção. Nenhum, porém, teve a importância dada ao gol de Betinho naquele jogo histórico.
Betinho chegou no Santa Cruz completamente desconhecido, vindo do Botafogo do Rio. Dele só se sabia que era sobrinho de Fontana, zagueiro do Vasco da Gama e que fora reserva de Wilson Piazza na Copa de 1970, no México. Aos poucos foi se afirmando como um grande atacante, habilidoso, rápido e insinuante. Logo integrou-se àquela grande equipe, tornando-se um dos ídolos do Santa Cruz naquela época.
O gol só surgiu aos 45 minutos do segundo tempo. Logo depois o seu autor se machucaria, sofrendo uma entorse no joelho e deixaria o campo nos braços do massagista Santana. Sairia do jogo, no entanto, para entrar definitivamente na história do clube coral.
Aquele gol, no apagar das luzes, contra a Seleção Olímpica, o primeiro ali marcado após a inauguração oficial do estádio, serviria para aguçar ainda mais a auto estima do torcedor coral naquele ano onde tudo parecia nos conduzir aos píncaros da glória.
O jogo foi apitado pelo árbitro Armindo Tavares, auxiliado por Gílson Cordeiro e Clayton Beltrão.
O Santa Cruz de Evaristo Macedo, um treinador que também fez história entre nós, venceu com Detinho; Ferreira (Antonino), Sapatão, Rivaldo e Cabral; Erb (Zito) e Luciano Veloso; Cuíca (Beto), Bita, Ramon e Betinho (Botinha).
A Seleção Olímpica perdeu com Vitor; Tereso, Abel, Vagner e Bolivar; Falcão (Marquinhos) e Carlos Alberto; Pedrinho, Zé Carlos (Tuca), Manuel e Rubens (Dirceu).
No time coral, a presença de Bita, o Homem do Rifle, grande artilheiro pernambucano já em fim de carreira, além dos craques já conhecidos.
Na Seleção Olímpica, a presença de jogadores que depois marcariam época no futebol brasileiro, como o zagueiro Abel, hoje treinador com passagem pelo próprio Santa Cruz; o meio campista Falcão, hoje comentarista da Rede Globo de Televisão; de Dirceu, já falecido, e do atacante Zé Carlos, prata da casa coral e que teve atuações marcantes pela seleção.
O público nem de longe foi o da inauguração oficial do estádio, no jogo contra o Flamengo. Mesmo assim, naquela noite de quarta feira, 22.426 pessoas foram ao Arruda para assistir à peleja, propiciando uma renda Cr$ 85.176,00.

Recife, 2009


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A inauguração oficial do Estádio do Arruda


Lance do jogo entre Santa Cruz e Flamengo


O Estádio do Arruda quando da sua inauguração

A INAUGURAÇÃO OFICIAL DO ESTÁDIO DO ARRUDA

Clóvis Campêlo

Em tempos de crise e de vacas magras, é sempre bom nos voltarmos para as fases áureas do clube, quando tudo parece promissor e estimulante.
Foi assim em 1972 quando o Estádio José do Rego Maciel, também chamado de Colosso do Arruda, foi inaugurado, no dia 4 de junho.
O Santinha, na época, era um senhor de 58 anos de idade e ostentava o título de tetra campeão pernambucano de futebol profissional, sob o comando do presidente James Thorp.
Na realidade, a festa de inauguração começou logo cedo, pela manhã, com a missa celebrada pelo cônego Antônio Alves, capelão da Polícia Militar de Pernambuco e torcedor confesso do Santa Cruz desde a infância, e pelo monsenhor João Barbalho, capelão do Exército e irmão de Luiz Gonzaga Uchoa Barbalho, um dos fundadores do clube em 1914.
A missa foi realizada no setor das cadeiras cativas do estádio, às 9 horas da manhã, com o altar instalado no local destinado à imprensa.
Ao ato religioso, assim como ao jogo contra o Flamengo do Rio de janeiro, compareceram Luís Barbalho, Augusto Dornelas e Alexandre Carvalho, os três fundadores do clube que na época ainda se encontravam vivos.
À tarde, às 15 horas, antes do início do jogo, o governador Eraldo Gueiros fez o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco e do Santa Cruz, acompanhado do vice governador Barreto Guimarães e do prefeito Augusto Lucena e se dirigiu à tribuna de honra do estádio, onde assistiu o jogo ao lado de outras autoridades civis e militares.
O jogo em si foi bem disputado, apesar dos desfalques do time do Flamengo e da ausência de Givanildo, na equipe coral, substituído com brilhantismo por Betinho.No segundo tempo, a chuva fez com que as equipes se retraíssem mais um pouco, terminando o jogo sem nenhum gol marcado. O empate em 0x0, no entanto, não fez jus ao que os dois times apresentaram no gramado.
Segundo a imprensa da época, um dos responsáveis pelo placar em branco foi o goleiro Renato, do Flamengo, ao praticar extraordinárias defesas.
O Santa Cruz, dirigido por Evaristo Macedo, atuou com Detinho; Ferreira, Sapatão, Rivaldo e Cabral (Botinha); Erb e Luciano Veloso; Cuíca (Beto), Fernando Santana (Zito), Ramon e Betinho.
O Flamengo, do treinador Jouber, jogou com Renato; Moreira (Rondinelli), Chiquinho, Tinho e Vanderlei; Zanata e Zé Mário; Vicente (Dionísio), Caio (Ademir), Doval (Fio) e Arilson.
Como se pode observar, no time carioca além da presença na lateral esquerda do atual treinador Vanderlei Luxemburgo, a presença de jogadores tarimbados como Zanata, Zé Mário, Doval, Arilson e o foclórico Fio Maravilha, que só entrou em campo no segundo tempo do jogo.
As duas equipes aplicaram sistemas táticas idênticos, o 4-2-4, com variações para 4-3-3, como era comum naquele tempo.
O jogo foi apitado por Sebastião Rufino, auxiliado por Geraldo Alves e Armindo Tavares.
Renda de Cr$ 223.884,00 para um público pagante de 57.688 pessoas.
Com o estádio superlotado, o público total de 62.185 pessoas desmentiu os comunicados oficiais que estabeleciam em torno de 80 mil pessoas a capacidade total da praça de esportes.
O acontecimento esportivo repercutiu positivamente não só em Pernambuco como em todo o Brasil e deixou eufórica a grande família tricolor, que durante dias vestiu a cidade com as cores do seu clube de coração.
Fundado na Boa Vista, o Santa Cruz perambulou por vários bairros do Recife antes de chegar ao Arruda, o que só aconteceu em 1943.
Naquele ano, alugou o terreno onde hoje está construído o estádio, a sede e o parque aquático.
O terreno pertencia ao comendador Arthur Lundgren, rico comerciante, fundador das Casa Pernambucanas. Antes, o local era ocupado pelo Centro Esportivo Tabajaras, agremiação hoje extinta.
Naquele mesmo ano, no dia 24 de novembro, com a ajuda de um empréstimo no valor de Cr$ 38.000,00 feito à Caixa Econômica Federal, foi comprada a casa de nº 1285, na Avenida Beberibe, hoje demolida, a qual durante muitos anos serviu de sede à agremiação coral.
Em 1954, o prefeito do Recife, José do Rêgo Maciel, que hoje empresta o seu nome ao estádio, deu condições para que o clube assumisse definitivamente a posse do terreno. Consta que foi por essa época, através do esforço coletivo da torcida, que surgiu o epíteto de Repúblicas Independentes do Arruda.
Em 1965, foi lançada pelo Santa Cruz uma campanha para a venda de cadeiras cativas e de títulos de sócios patrimoniais, o que permitiu ao clube arrecadar fundos para iniciar a construção do estádio.
A grande torcida coral, mais uma vez, participou ativamente desse movimento, através de doações diversas que iam de tijolos e cimento até a colaboração através da mão de obra.
A campanha dos tijolos, aliás, foi uma grande mobilização que uniu torcedores de vários seguimentos sociais (mestres de obra, pedreiros, encanadores, engenheiros civis, arquitetos e o público em geral), que, praticamente com as próprias mãos, ajudaram a construir o que hoje é considerado um dos maiores estádios particulares do mundo.

Recife, 2009



O Urso Branco da Mustardinha











O URSO BRANCO DA MUSTARDINHA

Fundado em 1958 e com sede no bairro da Mustardinha, no Recife.
Segundo a Enciclopédia do Nordeste, a história e a função de cada personagem (ou figura) muitas vezes mudam de grupo para grupo. A figura central é o urso, geralmente um homem vestindo um velho macacão coberto de estopa, veludo, pelúcia ou agave com sua máscara de papel-machê pintada de cores variadas. O Urso dança, para alegria de todos ao som de toadas do próprio grupo ou sucessos das paradas carnavalescas, preso ao Caçador por uma corda ou corrente e, em alguns momentos do desfile, foge e simula ataques ao público. O Caçador traz uma espingarda e exibe o Urso capturado. O Italiano representa um "gringo", com uma maleta de dinheiro, como vendedor do Urso ou tentando comprá-lo.

Recife, março 2014
Fotografias de Clóvis Campêlo
Fonte do texto: O Nordeste


domingo, 14 de dezembro de 2014

Olinda à noite






OLINDA À NOITE
Olinda, dezembro 2014
Fotografias de Clóvis Campêlo

Pelas ruas do Recife - Cena 4


PELAS RUAS DO RECIFE - CENA 4

Pastor evangélico cantando na Praça Dom Vital, em frente ao Mercado de São José, Recife, 11/9/2009.
Vídeo de Clóvis Campêlo

Liêdo Maranhão


LIÊDO MARANHÃO
Olinda/PE, 1994
Fotografia de Clóvis Campêlo


Viva o véu!


VIVA O VÉU!

Clóvis Campêlo

Viva o véu,
a uvaia,
o valha-me Deus,
o verso e o reverso,
a úvula,
a válvula de escape,
o voo do vento,
o vago e o simpático,
a terra e o céu.
Viva o véu!

Recife, 2010

sábado, 13 de dezembro de 2014

A nave


A NAVE
Recife/PE, 1992
Fotografia de Clóvis Campêlo


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

No carnaval de Bezerros


NO CARNAVAL DE BEZERROS
Bezerros/PE, 2008
Fotografia de Clóvis Campêlo


A mancha


Foto: Clóvis Campêlo/1992

A MANCHA


Clóvis Campêlo

Era apenas uma mancha na linha do horizonte.
Conseguia vê-la com clareza, embora dela não conseguisse se aproximar.
Caminhava a horas e o cenário era sempre o mesmo: a areia branca da praia e aquele ponto esquisito na linha do horizonte.
Embora pudesse vê-lo não conseguia distinguir o que o era.
Só lhe restava caminhar em busca da explicação, do descobrimento, da chegada que nunca se anunciava.

Recife, 2010


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mercado Eufrásio Barbosa











MERCADO EUFRÁSIO BARBOSA
Olinda, julho 2014
Fotografias de Clóvis Campêlo


O astro rei


O ASTRO REI
Fotografia de Clóvis Campêlo
Recife, PE, 1992


Bacalhau de Garanhuns e Chico da Cobra


BACALHAU DE GARANHUNS E CHICO DA COBRA,
Recife, março 2009
Fotografia de Clóvis Campêlo

Gatos na praça







GATOS NA PRAÇA
Recife, 10/12/2014
Fotografias de Clóvis Campêlo

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O gato da Sé


O GATO DA SÉ
Alto da Sé, Olinda, junho 2014
Fotografia de Clóvis Campêlo