Fotografia de Clóvis Campêlo/2008
MELANCOLIA
Clóvis Campêlo
Já não existem mansardas,
apenas o vulto de um alto
edifício
a olhar a cidade que cresce
vertical.
Vertiginoso, aos seus pés,
um rio persegue caudaloso
o tempo incessante.
Uma tristeza feita de pedras
me invade.
Solidifico-me e concebo
mais um poema
ausente de equilíbrio,
repleto de sangue
e signos.
Recife, 1991
Já não existem mansardas,
apenas o vulto de um alto
edifício
a olhar a cidade que cresce
vertical.
Vertiginoso, aos seus pés,
um rio persegue caudaloso
o tempo incessante.
Uma tristeza feita de pedras
me invade.
Solidifico-me e concebo
mais um poema
ausente de equilíbrio,
repleto de sangue
e signos.
Recife, 1991
Não tem melhor do que tomar essas pílulas de beleza ao amanhecer.
ResponderExcluirClóvis, o poeta que chega no fimzinho da madrugada!
Clóvis querido, belissima foto, maravilhoso poema!
ResponderExcluirObrigada por compartilhar. Seus textos são sempre cheios de alma.
abraços,
Belo poema !
ResponderExcluirObrigado, amigos.
ResponderExcluirmuito bom seu liricopoeticopictorico !
ResponderExcluirAmigo Clovis, que maravilha de poema!
ResponderExcluirMesmo que não tivesse imagem, sem dúvidas, quem lesse veria a verticalidade das cidades e a melancolia conformada do homem cruzando e aceitando as etapas dos tempos na própria carne.
Parabéns pela obra de arte.
A própria fotografia é a expressão da melancolia.
ResponderExcluirVisão e texto se juntam, se casam, se combinam.
Mas o Recife não é assim, dizem...