A ANTÍTESE
Clóvis Campêlo
Queria a revolução,
toda a mudança possível,
toda a certeza do não,
queria todo o não crível:
sabia que em pleno avesso
haveria um recomeço.
Não contava, no entanto,
que para toda alegria
haveria o mesmo pranto,
que todo não era um sim,
e todo começo, um fim.
Recife, 2007
- Publicado no livro Antologia 2007 dos Poetas Independentes, Recife, Editora do Livro Rápido, 2007, página 43.
Muito bem feito esse poema, gostei muito!
ResponderExcluirNem sempre para toda alegria há um pranto. Há, as vezes, uma atmosfera cinzenta, o que talvez seja pior. Mas o poema é ótimo, merci,.-Abraço
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